Depois de ter instalado e ligado os 2 Magalhães à rede Wireless lá de casa, primeiro teste: aceder ao Google. Nada!
O Magalhães não acedia. Depois de algumas tentativas lá reparei que a mensagem não era de erro de ligação e lembrei-me (porque já tinha ouvido comentários) do “Controlo Parental” (a expressão soa mal em Português, eu sei).
Ao aceder à configuração percebi que o Magalhães, o tal computador que tem como objectivo ajudar a criar uma nova geração com igualdade de acesso à informação, sem infoexcluídos, permite aceder… a nada.
Ainda me debati com as configurações de acesso, adicionei o Google à lista de sites e mais alguns sites de que me lembrei. Por breves momentos, avaliei a as velhas questões do “To Instant Messenger or not to Instant Messenger?” (não percebi porque é que o Messenger é permitido enquanto o Live Messenger, não é).
Foi nesta altura que o meu filho me perguntou “E o Skype? Não posso falar contigo através do Skype?” e a seguir, “Nem YouTube?”.
Apesar dos receios e dúvidas, decidi fazer de imediato o que o meu instinto sempre me disse e desliguei o “Controlo Parental” e dei por mim a pensar “Bem-vindo ao bizarro mundo novo da censura paternal!”.
Digo “bizarro” porque o “Controlo Parental” é um conceito que se usado sem consciência (como vejo fazer tudo o que são revistas e publicações para Pais e Filhos), trás consigo o perigo da ignorância e contraria o que o próprio termo advoga.
Não há nenhuma forma de impedir os nossos filhos de serem expostos a tudo o que por aí anda de negativo, mau e horrível. Seja na Internet, na escola, na rua ou em qualquer outro espaço das suas vidas. Por muito que queiramos prolongar-lhes a inocência por mais alguns anos (e tudo se resume a isto!), a proibição e a censura nunca foram solução. Se não descobrirem em casa, descobrem fora, com o silêncio de quem nunca viu (nunca fizeram, em miúdos, nada que contrariasse as imposições dos vossos Pais? Nada de proibido, apenas por ser… proibido?).
Esqueçam a Internet e lembrem-se que tudo se resume a acompanhamento e valores! Nenhum software pode substituir-nos a nós, Pais, na tarefa activa de supervisionar a vida dos nossos filhos. Seja no Online ou no Offline!