Sempre gostei de gadgets. Novidades. Gosto de experimentar novidades. Mas não só. Gosto de experimentar. Ponto. E acho que fui sempre assim. Desde o leitor de bobines dos meus avôs, ou da Super 8. Da minha primeira Polaroid. Do primeiro conjunto de química aos kits de magia. Do manual do escuteiro Mirim.
Hoje, não me vejo sem Internet. Sem o iPhone. Sem o meu Mac. Sem o Kindle. Sem Last.fm. Sem Spotify. Sem o leitor de Divx e… sem os momentos de pausa (com um bom Syrah).
A verdade é que não me considero consumista (materialista… talvez). Considero-me regrado nos gastos. Mas o gosto pela novidade faz de mim aquilo a que a indústria chama de “ early adopter “.
Os engenheiros chamam a tipos como eu “ beta testers “, pois somos os que levam com os primeiros bugs, problemas, erros que são corrigidos nas versões seguintes de modo a fazer com que os “later adopters” fiquem felizes. E mais do que felizes, muitos sentem-se mais espertos por saber esperar e chama-nos “precipitados” por não sabermos esperar.
Para mim a verdade é diferente. O que define um “early adopter” é a curiosidade de ver o futuro. De antecipar o que vai ser. De saber em primeira mão. De sentir muitas vezes o “Eu vi o futuro e tu não!”
![]()