Imagem não recuperadaCartoes Visita Os cartões de visita sempre foram para mim um drama. Acumulam-se. Amontoam-se. Multiplicam-se. Misturam-se.

Hoje, lembrei-me de procurar a “História” destes pedaços de papel.

Aparentemente, foram criado no século 17 em França. Mas uma pesquisa mais aprofundada fez-me encontrar referências que remontam ao século 15 na China.

Em qualquer um dos casos, eram intitulados “Visiting Cards” (por cá, sempre foram “Cartões de visita”), funcionavam como uma espécie de convite e eram utilizados para qualquer fim em que uma escrita rápida fosse apropriada.

Rapidamente evoluiram para “Trade Cards”, fornecendo informação sobre empresas/lojas e incluiam um mapa com a localização.

Com o desenvolvimento dos métodos de impressão tornaram-me uma forma cada vez mais popular de distribuição de informação de contacto e… publicidade sobre uma determinada pessoa/empresa. Por cá, mantiveram-se como “Cartões de visita”. Por lá… “Visiting cards”.

Nos últimos (muitos) anos o formato não mudou muito. Mais ou menos criativos, com menos ou mais cor ou tipos de papel. E com o mundo a mudar à nossa volta… porque é que estes bocados de papel algo irritantes não mudaram? A resposta é simples: apesar de parecerem uma coisa do passado, continuam a ser uma forma simples e eficiente de distribuir publicidade sobre um negócio (nem que esse negócio seja o “eu”).

Claro que temos várias forma de guardar “contactos”. Desde o PC, a diversos serviços Web, CRMs e… o mais utilizado: Telemóvel. Apesar disto, o “pedço de papel” continua a ser necessário e estes novos formatos apenas aumentam o drama criando outra necessidade: sincronização.

Houve uma altura, por volta de 2000, em que cheguei a acreditar numa mudança. Foi no período de expansão dos Palms. Lembro-me do meu Palm V (nunca me deu tanto prazer ter um gadget ) e de, em quase todas as reuniões, haver alguém que também tinha um. Isto servia sempre de “desbloqueador” quando em vez de trocar “pedaços de papel”, apontávamos os Palms uma para o outro, carregávamos no botão e ouvíamos o som de transferência do contacto pessoal.

Porque é que os Telemóveis, cada vez mais o novo tipo de “Canivete Suíço”, não têm uma tecla de “enviar o meu contacto”? Algo que fosse universal entre marcas? Nokia, SonyEricsson, Motorola, Samsung, HTC, whatever… uma tecla!

Deixo um grande anúncio que me fez procurar o meu velho Palm V: