Ok, o “Cliente 1.0″ ainda é. Mas quero falar sobre o “Cliente 2.0″ e, assumindo desde já um Post “chato”, faz sentido criar algum contexto e definir quem é o “Cliente 1.0″.
No velho mundo pré “2.0″, o cliente era apenas um número no plano de negócios da maioria das empresas. No mundo da Internet e do IT, o Cliente 1.0 era alguém que:
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Comprava pacotes de software;
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Instalava este software e fazia a sua manutenção;
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Pagava para ter actualizações;
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Era dono e controlava os seus dados;
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Tinha custos fixos iniciais significativos com a compra de software;
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Demorava na utilização devido à necessidade de procura-compra-envio-instalação;
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Achava difícil mudar de um software para outro.
O Cliente 1.0 é servido por um modelo tradicional de venda de software que tem como características:
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Volumes baixos / Transacções significativas;
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Quantidade é uma característica mais importante que qualidade;
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Canais de vendas indirectos através de parceiros ou revendedores;
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Barreiras elevadas na entrada e saída;
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Suporte ao cliente especializado e fragmentado;
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Modelos de preço e produto estruturados.
Tendências no ambiente 2.0:
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Mercado de software muito mais competitivo e agressivo;
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Crescimento dos conteúdos digitais;
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Proliferação da Internet (e da banda larga);
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Nuvens computacionais (Cloud computing);
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Social networking;
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Colaboração;
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Web 2.0 Mashups;
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Utilizadores “Code-savvy”;
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A Publicidade Online a apresentar modelos de negócio de sucesso.
Estas “tendências” acompanharam a evolução do “cliente 1.0″ para o “cliente 2.0″ através de características como:
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Modelos compra opcionais (tarifas planas e subscrições baseadas em consumo);
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Pagar apenas o que se usa e quando se usa;
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Possibilidade de adicionar características de forma transparente;
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Expectativa de actualizações gratuitas e contínuas;
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Facilidade na troca de fornecedor;
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Orçamentos flexíveis para compra de software;
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Expectativa de experiências Internet avançadas;
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Aceitação de modelos publicitários;
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Expectativa de resolução de problemas e gestão em modelo de “Self-service”;
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Aceitação de modelos de software Web (não instalados no cliente);
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Dados locais e na Internet;
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Relacionamento directo com o fornecedor de serviço;
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Compra e activação instantânea.
Estas características são radicalmente diferentes e forçam a mudança nos modelos tradicionais. Hoje, os modelos de negócio por “subscrição” imergiram e são uma parte significativa dos modelos globais, transformando-se na chave para grande parte das novas estratégias de negócio.
Os modelos de negócio baseados em “subscrição”, requerem características como:
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Modelos de produto e pricing dinâmicos;
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Infra-estruturas que ofereçam fiabilidade e compram normas regulatórias;
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Os dados do Cliente estão espalhados entre serviços;
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Níveis de utilização de características/funcionalidades progressivos;
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Volumes elevados / transacções pequenas (efeito Long Tail);
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Resolução de problemas em “Self-Service”;
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Actualizações regulares de serviços;
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Retenção de clientes crítica;
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Gestão dos serviços (e níveis de serviço) em “Self-Service”;
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Barreiras baixas à entrada/saída;
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Relacionamento directo com o cliente (através da cadeia de valor);
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Fraca segmentação de clientes;
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Experiência se suporte ao cliente unificada;
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Visão única do cliente a 360 graus;
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Não há fronteiras entre funcionalidades e sistemas de suporte no IT;
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Modelos de negócio por Subscrição/consumo/pontos/publicidade;
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Transferência equilibrada entre créditos e pontos.
Estes novos Modelos de Negócio representam uma mudança radical e forçam uma nova visão, sobre os modelos actuais e sobre as áreas de sistemas de informação.
Falando um pouco sobre “quem” interessa… o “Cliente 2.0″ … próximo post.